As lentes de contato ajudam a acertar o foco. Mas precisamos encontrar quais animais se masturbam.
domingo, 24 de maio de 2015
Lente de aumento / Lente de contato
Tem gente que ainda não acredita que existe uma química no amor. Será que o narcisista realmente se vê no espelho? Porque, qual seria a lente de aumento necessária para visualizar os sentimentos e os sentidos de uma semente fecundar a terra?
As lentes de contato ajudam a acertar o foco. Mas precisamos encontrar quais animais se masturbam.
As lentes de contato ajudam a acertar o foco. Mas precisamos encontrar quais animais se masturbam.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Tempo Social: o quanto leva para o Amor vencer a inveja da Natureza.
Arquimedes é famoso por diversas descobertas e invenções,
mas seu trabalho pode ser bem resumido à exclamação “Heureka”. Sua motivação
para elaborar o processo de cálculo do empuxo não foi o amor que sentia por
desafios, como os desenvolvedores de jogos acreditam buscar para seus clientes.
Apesar de o Amor ser um principal, senão o único, motivador na busca pela cura
de doenças como o medo. Quem ousou se expressar livremente em uma ditadura que
o diga.
Pensando novamente no empuxo que não diferencia os
nadadores pelas suas raias, mas sim pelo quanto cada um está embaixo d’água.
Quanto Arquimedes cobraria da rainha hoje, corrigida a inflação desde a época,
pela luz da ideia para resolver o problema da coroa? O engraçado é que a
escolha da raia central pelos melhores classificados numa competição de natação
não é por causa do empuxo, mas sim pelo retorno de onda na direita ou na
esquerda.
Podemos observar pelo menos duas dimensões do tempo, o
biológico e o social. No primeiro carregamos a carga genética no segundo a
cultura. Poderia ser dividido ainda no passado que é recuperado pela velocidade
da História Humana, no presente que transcorre pela Biologia que a
Físico-química da Natureza permite e no futuro que a Matemática ajuda a dar o
passo. Imagine se dividirmos em mais matérias?
O acesso ao conhecimento consegue recuperar uma
informação com qual velocidade? Vamos pensar num exemplo, talvez calculando a
velocidade necessária para recuperar a luz de uma imagem, criada por alguém há
20.000 anos, no computador de sua casa, possa dar uma pista.
Você já se perguntou o que nosso tempo na terra
significa? Essa parece uma boa pergunta para fazer quando se está parado no
trânsito. Devemos pôr isso em questão na aprendizagem entre avó e neto, talvez
um dos maiores desafios da educação à distância de tempo e espaço.
Por exemplo, o que são dois mil anos de cristianismo para
um chinês? Se conseguirmos explicar que os sentimentos podem vencer os
sentidos, a seleção natural na corrida dos espermatozoides pode justificar o
medo de gerar um filho nas cochas.
Para o leitor até aqui, pode parecer uma loucura só, mas
imagine as cores do papel higiênico da igreja, da embalagem e da alça para
transportá-lo. Se forem, respectivamente, branco, transparente e vermelha,
talvez estejamos com a mesma ideia.
Porque o anticristo surge no mesmo instante que Cristo.
Como foi mesmo que Pedro pediu para ser crucificado? É a Química das mãos
espelhadas, esquerda e direita, corrente alternada e corrente contínua.
O que motivaria uma invenção? A inveja e o possível
prazer da conquista, ou o medo da falta e o amor pelo próximo?
Um pai cuida de 20 filhos, mas um Grupo de 20 não cuida
de uma mãe. Talvez seja porque na guerra para chegar mais longe, um pai
esqueça-se da filha. Afinal, o que é criar/educar uma vida comparada a bilhões
de vidas prontas numa nação? Mas se um cristão fosse responder a tal questão,
ele poderia dizer que procura maçãs sem marcas para oferecer aos seus
dependentes – os que estão aprendendo e os que lhe ensinam. O problema é se na
primeira mordida encontrarem meio bicho.
Agora precisamos perguntar para a Grécia, quanto ela
cobra para terceirizar Arquimedes.
The IPO of Education
The earlier
investors in a company are called venture capitals. Sometimes referring to the
risk of the operation the receiver of the investment calls them angel
investors. But if we launch a challenge to analysts define each agency involved
in an enterprise of really long term – let’s say almost 35 years to reach full
interests – how they would define these agencies, and what should be the
investment advice?
The Education
System is the accountant of the State for this matter – the infant-to-qualified-employee
enterprise.
Parents are
co-founders? Parents are really venture capitals, because angels do not have
sexy.
The State keeps the Accounting Identity of the
infant-to-qualified-employee enterprise until it reaches its full-interest stage,
then parents and State make a reverse IPO letting a private equity acquires the
enterprise for less than its social value.terça-feira, 19 de maio de 2015
Amar ou Cegar
O que você está disposto a trocar para vencer um sistema?
Alguns seres humanos entregam suas vidas para demonstrar o grau de sua certeza.
Estes, com certeza, são espíritos de uma crença.
Imagine uma competição entre Deus, a ciência e uma crença
para descobrir a solução para um problema, encontrar a verdade.
Alguns chamariam isto de corrida, sendo assim, quais são
as regras? Cada piloto pode se comunicar com suas respectivas equipes, mas não
pode comunicar-se entre eles, pois isso reduz as chances. Quando a competição
termina? Quando a verdade for descoberta. Como é definida a classificação? Quem
chegar à verdade no menor tempo.
Cada equipe pode utilizar todos os recursos que estiverem
à disposição. Sua única preocupação deve ser a segurança do seu piloto.
Como medir o desempenho de cada piloto? Somamos o tempo
de largada da equipe ao tempo de chegada à resposta.
O leitor pode estar perguntando qual o significado do
título deste texto até aqui e a resposta é que ele dá sentido para a seguinte dúvida.
O que motivaria mais os pilotos? O amor pela crença, ou a cegueira por estar
certo?
Sendo a luz a velocidade máxima atualmente, o amor está
mais próximo da verdade, mas a visão da pista compartilhada pelas equipes pode
ajudar um cego a enxergar, salvando vidas pelo caminho.
Agora, vamos pensar. Um sistema com sua lógica consegue
amar? Se a resposta é não, porque somente os seres vivos são capazes de amar, então,
o que mantém um sistema até o momento presente? Sua capacidade de aterrorizar
(imputar medo) nos seres humanos fazendo estes mentirem. Se o sistema da
competição estimula as equipes a mentirem umas para as outras e os pilotos
puderem omitir a verdade, onde fica a justiça?
Por esta razão que – independente se por amor ou
por cegueira – combater um sistema é uma questão de sobrevivência.domingo, 17 de maio de 2015
Tempo Rei: por que o meu tempo valeria mais que o seu?
Vocês já assistiram ao filme “In time” (tradução
brasileira, O preço do amanhã)? Nas palavras do meu irmão: é um dos filmes de
ficção mais reais que ele já assistiu. O uso da preposição “a” para o verbo “assistir”,
dependendo da denotação na língua portuguesa, explica o porquê daquele filme ainda
não ser realidade pura.
Conversando com amigos sobre casos que a hierarquia passa
por cima de qualquer regra, nós estávamos indagando o que poderia levar a tal
situação. Algumas ideias para justificar o injustificável foram surgindo, como
a falta de processos que impedissem tal prática, a falta de sinalização (lei)
que indicasse o propósito de tal ação ou a falta de segurança na situação que
justificasse medidas drásticas. Mas o que descobrimos talvez seja simples, que
algumas pessoas acreditam que o tempo dela vale mais do que da pessoa ao seu
lado.
Vamos para os exemplos:
1. Imagine um sujeito numa posição de comando na empresa e
que vende um projeto internamente na corporação para ser entregue em uma
semana. A equipe que trabalha com ele informa-o que são necessárias 3 semanas
para concluir o trabalho dentro do processo interno. Esse sujeito, já na
posição de ordem na empresa, “pede” para seus colaboradores executarem a tarefa
dentro de uma semana. Quem está responsável por trabalhar no problema obedece e
tenta realizar a solução no prazo determinado. Pouco antes do final do prazo, a
equipe informa o sujeito, na posição de decisão, que o “projeto quase produto
agora” ainda não está bom e que não é seguro entregá-lo naquela semana.
Caso, mesmo assim, o sujeito, agora na posição de cliente,
“escolhe” pela entrega e ocorre um problema real e grave, o que explicaria tal postura?
2. Um sujeito na posição de exemplo dentro de uma empresa
encontra uma dificuldade que iria lhe tomar algum tempo e que a própria empresa
definiu na busca por mais segurança para todos, inclusive daqueles que não se
preocupam com a própria segurança. Tal sujeito, então, consulta seus
colaboradores subordinados procurando uma maneira de “contornar” tal situação,
visto que a lei (norma da empresa) ainda permitia ele passar pela (ignorar a)
dificuldade sem ser percebido, caso ele estivesse com a sinalização adequada –
independente se estivesse colocando sua segurança ou das pessoas ao seu lado em
risco. Como ele não estava com a sinalização adequada, foi multado pelos
fiscais da lei. O que é preciso fazer para as leis serem seguidas, inclusive
pelos exemplos?
3. No terceiro caso, uma autoridade (um fiscal, um
policial, um vereador, um juiz, um governador, uma pessoa que acredita estar
numa posição de poder) solicita escolta e aparatos para retirada das pessoas no
seu caminho para que ele possa trafegar com maior rapidez e segurança. Você já
se deparou com uma situação assim? Por exemplo, alguém que reclama que a
velocidade limite da estrada é muito baixa e que esta é a justificativa para
correr mais que o permitido, pois o tempo dele vale mais que os demais? O tempo
deste cidadão, na cabeça dele, vale mais que a segurança dos demais e até mesmo
que a segurança dele mesmo. A parte interessante nesta situação é que quem
acredita ser poderoso, acima das leis e que seu tempo vale mais que tudo, pode
morrer envenenado pelo café servido por quem quer lhe ajudar a se manter
acordado e aproveitar melhor o dia.
Você precisa estar presente para assistir aa algo, mas a
preposição não precisa estar presente quando você assiste a alguém.
E para as pessoas que ainda valorizam a Educação – mesmo isto
não sendo apenas escolarização – ao ponto de acreditar que mais instrução
significa mais valor, o senador Cristovam Buarque fez a seguinte constatação,
se não é possível instruir todos com qualidade, para que concluam a universidade,
então o problema a ser resolvido é a hora de um político não ser mais cara do
que quem serve o café.
Você paga quanto pela hora de quem limpa sua bagunça?
domingo, 3 de maio de 2015
Contraceptivo social: aculturação entre pobres e ricos.
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Outra forma de se dizer que algo não lhe agrada seria, no sentido direto do termo, que você é contra aquilo. Este modo de pensar pode gerar divergências, que se transformam em debates, como por exemplo: contra a pena de morte (redução da maioridade); contra a violência; contra o sexo antes do casamento; contra homossexual; contra a religião X, contra a raça X e contra o aborto.
Dos exemplos acima – os quais podem facilmente serem complementados – o destaque vai para o contra o aborto. Trato este com maior importância, pois as consequências de realização ou não do ato são SIGNIFICATIVAS, inclusive para as demais posturas elencadas. Vamos deixar claro desde já que ninguém aqui é contra a VIDA. Mas e se a questão no debate é sobre decidir qual vida é mais viável?
No outro extremo da vida – pelo menos como exemplo brasileiro de falta de recursos para todos – temos um exemplo que lida exatamente com esta questão, ou seja, um médico que precisa decidir entre dois pacientes que precisam de cuidados intensivos, quando existe apenas um espaço vago. O médico fará uma avaliação técnica, baseada nas Ciências Médicas, para determinar qual paciente encontra-se com maior chance de sobrevida e irá decidir “salvá-lo”.
Agora, vamos fazer o mesmo raciocínio sobre o pensamento contra aborto. Um dos maiores defensores (pró-vida) neste debate é a igreja (cristã e outras religiões). Bom, o argumento é que não conseguimos determinar ao certo quando a vida começa, logo, executar o aborto é um homicídio. Pois bem, se a Ciência comprovasse que a VIDA inicia-se no momento da concepção, este argumento da igreja estaria fortemente suportado pelos fatores biológicos da questão.
Porém, o problema aqui não é biológico, pois a mulher, adolescente ou criança conseguiu engravidar. A vontade de cometer um aborto é motivada pura e simplesmente por fatores sociais. Esses fatores sociais podem ser (e são mesmo) diferentes do rico ao pobre, mas não deixam de ser sociais. Peço que você tente fazer o exercício de imaginar o que motivaria uma mulher, adolescente ou criança a interromper uma gravidez “indesejada” sendo ela rica ou pobre?
Posso estar falando sobre vários pontos que o leitor já ouviu, discutiu e outras coisas mais. Mas o proposito aqui é discutir qual o real problema que não é abordado.
Numa questão social (realizar ou não um aborto), um dos mais fortes argumentos é baseado na filosofia das Ciências Biológicas com relação à determinação do início da VIDA. Mas como este conhecimento ainda não está muito bem sedimentado, isto abre espaço para especulação. O problema não é a possibilidade de gerar dúvida e então criminalizar o ato do aborto, o PROBLEMA é uma instituição como a igreja (qualquer religião) usar um argumento biológico para uma questão social. A parte interessante deste problema é que a postura das religiões (igreja) já deixa claro qual a decisão pré-estabelecida, ou seja, a VIDA de um ser que ainda não viu a luz do sol é mais importante que a vida de uma mulher, adolescente ou criança que cometeu uma heresia.
Outra forma de se dizer que algo não lhe agrada seria, no sentido direto do termo, que você é contra aquilo. Este modo de pensar pode gerar divergências, que se transformam em debates, como por exemplo: contra a pena de morte (redução da maioridade); contra a violência; contra o sexo antes do casamento; contra homossexual; contra a religião X, contra a raça X e contra o aborto.
Dos exemplos acima – os quais podem facilmente serem complementados – o destaque vai para o contra o aborto. Trato este com maior importância, pois as consequências de realização ou não do ato são SIGNIFICATIVAS, inclusive para as demais posturas elencadas. Vamos deixar claro desde já que ninguém aqui é contra a VIDA. Mas e se a questão no debate é sobre decidir qual vida é mais viável?
No outro extremo da vida – pelo menos como exemplo brasileiro de falta de recursos para todos – temos um exemplo que lida exatamente com esta questão, ou seja, um médico que precisa decidir entre dois pacientes que precisam de cuidados intensivos, quando existe apenas um espaço vago. O médico fará uma avaliação técnica, baseada nas Ciências Médicas, para determinar qual paciente encontra-se com maior chance de sobrevida e irá decidir “salvá-lo”.
Agora, vamos fazer o mesmo raciocínio sobre o pensamento contra aborto. Um dos maiores defensores (pró-vida) neste debate é a igreja (cristã e outras religiões). Bom, o argumento é que não conseguimos determinar ao certo quando a vida começa, logo, executar o aborto é um homicídio. Pois bem, se a Ciência comprovasse que a VIDA inicia-se no momento da concepção, este argumento da igreja estaria fortemente suportado pelos fatores biológicos da questão.
Porém, o problema aqui não é biológico, pois a mulher, adolescente ou criança conseguiu engravidar. A vontade de cometer um aborto é motivada pura e simplesmente por fatores sociais. Esses fatores sociais podem ser (e são mesmo) diferentes do rico ao pobre, mas não deixam de ser sociais. Peço que você tente fazer o exercício de imaginar o que motivaria uma mulher, adolescente ou criança a interromper uma gravidez “indesejada” sendo ela rica ou pobre?
Posso estar falando sobre vários pontos que o leitor já ouviu, discutiu e outras coisas mais. Mas o proposito aqui é discutir qual o real problema que não é abordado.
Numa questão social (realizar ou não um aborto), um dos mais fortes argumentos é baseado na filosofia das Ciências Biológicas com relação à determinação do início da VIDA. Mas como este conhecimento ainda não está muito bem sedimentado, isto abre espaço para especulação. O problema não é a possibilidade de gerar dúvida e então criminalizar o ato do aborto, o PROBLEMA é uma instituição como a igreja (qualquer religião) usar um argumento biológico para uma questão social. A parte interessante deste problema é que a postura das religiões (igreja) já deixa claro qual a decisão pré-estabelecida, ou seja, a VIDA de um ser que ainda não viu a luz do sol é mais importante que a vida de uma mulher, adolescente ou criança que cometeu uma heresia.
O leitor pode perguntar: - Qual a relação da igreja com o médico? Resposta: Eles estão com os papeis trocados e realizando seleção não natural.
Texto em homenagem a todos os professores, que assim como Rubem Alves, lutam pela educação do nosso país.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
O Natural
Um
neonatal sai da escuridão do útero todo sujo...
mas é
lindo.
Barulhento...
mas é
lindo.
Junto
com as fezes...
mas é
lindo.
Pegajoso...
mas é
lindo.
Com
gosto de sangue...
mas é
lindo.
De todas
as invenções humanas o parto é a mais natural.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Classe Média Caolha
Em
terra de cego, quem tem um olho só é deficiente.
A
rede de neurônios e ligações nervosas responsável pelo tato é
maior que a rede responsável pela visão, dessa forma, a imagem
formada por um cego de nascença é mais nítida (possui mais pontos)
do que a imagem formada no cérebro de alguém que enxerga com os
olhos.
Os
excluídos não sabem o que poderiam ter, logo, seus demais sentidos
são treinados a observar seu universo e encontrar o provimento de
suas necessidades nos limitados recursos que lhes sobram.
O
problema de alguém que enxergava com os olhos e perde a visão
(parcial ou totalmente) é que ela não desenvolve seus demais
sentidos, ficando dependente de algo que não tem.
Um
caolho sabe o que é enxergar com os dois olhos, mas não sabe o que
é enxergar com os demais 4 sentidos.
A
classe média consegue enxergar o que não possui e quem não possui.
No entanto, os cidadãos que se autodenominam pertencentes à “classe
média” não desenvolveram os demais sentidos da vida para buscar o
que lhes satisfaçam. Essa deficiência provoca uma busca incessante
pelo que “enxergam” não possuírem – uma demanda ilusória.
Já
para as pessoas preocupadas com o lado humano do homo sapiens,
resta a seguinte pergunta: Como podemos ajudar o pior tipo de cego?
domingo, 6 de abril de 2014
Biscoito sabor república de bananas
O
fisiologismo praticado no Congresso Nacional pode ser representado
por um pacote de bolachas paulistas ou biscoitos fluminenses –
naquelas bandas de Brasília o adjetivo 'representado' é pouco usado
com o substantivo povo. O pacote de bolachas Congresso não frequenta
prateleiras de supermercados convencionais, pois está vencido há
muito tempo e seu conteúdo está mofado e azedo.
Você
abre este pacote e encontra a primeira bolacha, o PT.
Esta
é uma bolacha no pacote errado e com formato errado. O pacote é de
bolacha recheada, mas a bolacha PT é de Água e Sal e redonda. Ela
tinha sido fabricada para compor uma outra linha de sabores, mais
adequados ao paladar dos trabalhadores, dos intelectuais com dieta
restrita e das minorias com fome aguda. Sua concepção ideológica
era para sanar um país muito debilitado por uma doença comum na
América do Sul de décadas anteriores, mas a implantação do
projeto se adaptou muito bem à maquina chamada governo – retirando
o recheio, reduzindo o sabor e alterando o formato.
Hoje
a bolacha PT é mais uma dentro do pacote, com a única vantagem de
avisar os mais atentos que na primeira mordida pode avaliar o estado
do pacote.
As
bolachas do meio tem espírito peemedebista – o que o dinheiro não
compra?
Essas
bolachas formam um conjunto chamado blocão, composto por
PP, PTB, PR, Solidariedade(com quem?) e claro, as bolachas PMDB!
Uma
bolacha PMDB é parecida com cigarro, porém o câncer que ela causa
já inicia metastático. A origem e desenvolvimento desse tipo de
bolacha (ou do espírito que a recheia) remota a formação do
Brasil, com seus quase 400 anos de escravidão, e transcorre até a
última mutação que a fábrica de bolachas PMDB recebeu no período
de doença generalizada que assolou a América do Sul – conhecido
como período das ditaduras. Uma bolacha PMDB possui um imenso poder
de absorção para sugar tudo ao seu redor e permanecer o mais
encharcada possível, semelhante a um pântano que nunca deixa secar
a lama no meio. O poder de contaminação do espírito das bolachas
peemedebistas também é enorme, nenhuma bolacha entra no pacote e
sai ilesa.
A
última bolacha do pacote é a bolacha PSDB, sente-se especial, mas
está toda quebrada e não faz diferença depois de um pacote inteiro
de bolachas envenenadas.
Alguns
pedaços da bolacha PSDB tem recheio de DEM (PFL) e o mais
interessante da fabricação da bolacha PSDB é que ela não passou
no controle de qualidade para bolacha PMDB, então classificaram-na
como bolacha especial.
Para
o paladar sofisticado talvez o sabor azedo mofado possa agradar? No
entanto, está difícil encontrar alguém com estômago capaz de
digerir qualquer elemento do pacote e não passar mal.
Os
brasileiros que saborearam bolachas frescas e recheadas de Educação,
Saúde, Lazer e Cultura tem a obrigação de conscientizar seus
vizinhos (não necessariamente seus pares) a buscarem e apoiarem
bolachas que realmente lhes representem e, principalmente, bolachas
que trabalhem para todos os paladares, os que gostam do seu sabor e
os que não gostam.
Um
representante não trabalha apenas para quem lhe elegeu, ele trabalha
para todo o conjunto de representados.
Texto
em homenagem ao professor Belmiro Valverde Jobim Castor, quem
cumprimentei apenas uma vez, mas que espero encontrar em muitos
pensamentos.
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